terça-feira, 25 de setembro de 2012

Entrevista da AIC: José Geraldo promete concurso para a Comunicação


José Geraldo
(Foto: Divulgação)

O candidato à Prefeitura de Campos, José Geraldo (PRP), é o quarto a participar da série de entrevistas da Associação de Imprensa Campista com os concorrentes no município.

Na entrevista, José Geraldo, entre outros pontos, afirma que promoverá concurso público para a área de comunicação na Prefeitura e não usará "a contratação de funcionários temporários como regra".

O objetivo da AIC com a série de entrevistas é contribuir para difundir a visão dos prefeitáveis sobre comunicação e relacionamento com a imprensa e as redes sociais. As dez perguntas são as mesmas para todos os candidatos. A publicação no blog da AIC obedece a ordem de chegada das respostas.

Confira a íntegra da entrevista com José Geraldo:


AIC - Qual a política pública para a área de comunicação social o senhor se compromete a desenvolver em Campos dos Goytacazes caso seja eleito?

José Geraldo - A comunicação com a sociedade é forma democrática de um governo interagir com seus munícipes. A liberdade de imprensa que temos hoje garantida constitucionalmente foi, e é a forte arma da cidadania de nossos tempos no Brasil. A imprensa com jornalismo sério e investigativo tem prestado grandes serviços ao povo brasileiro. Quanto mais intensa é essa prática, mais transparente é o Governo. A relação de nosso governo será a mais ampla, aberta e democrática com a comunicação social de nossa prefeitura com a sociedade.

AIC - Qual a sua visão sobre o relacionamento da Prefeitura com a imprensa tradicional, os blogs e as redes sociais da internet?

José Geraldo - Há que ser uma relação de parceria para que a população fique ciente das ações de nossa gestão, da transparência de nosso governo. Sem favorecimentos a quem quer que seja e com absoluta isenção. O portal da prefeitura em nosso governo vai ser o espelho de nossa gestão.

AIC - O senhor conhece a estrutura da Secretaria de Comunicação no atual governo? Pretende alterá-la? De que modo?

José Geraldo - Não conheço completamente, mas sei que tem grandes valores profissionais como o jornalista Fernando Leite e outros. Todos os funcionários da lá serão avaliados e esperamos dar agilidade e eficiência à esse Órgão.

AIC - Muitos profissionais que atuam na Secretaria de Comunicação do município não são concursados. O senhor pretende substituí-los por concursados?

José Geraldo - É a coisa mais óbvia que iremos fazer. Aliás, para todas as funções na prefeitura, iremos adotar de imediato o concurso público. Claro que iremos aproveitar os já concursados, para depois realizarmos novos concursos. Não usaremos a contratação de funcionários temporários como regra.

AIC - É comum que governantes confundam publicidade sobre assuntos relevantes para a cidadania com propaganda do governante. O que o senhor fará para mudar este tipo de prática?

José Geraldo - Sempre e unicamente iremos fazer, de forma simples, econômica e transparente, a informação fundamental das ações de governo no interesse público. a marca será sempre da prefeitura. Nós não adotaremos uma marca de governante. Esta prática não nos pertencerá jamais. Pode arquivar e cobrar no futuro.

AIC - Recentemente, o município perdeu o Monitor Campista, sem que a prefeitura se empenhasse em procurar mantê-lo. Na sua visão, o município agiu corretamente, em razão do Monitor ter sido editado por uma empresa privada? Ou o município poderia ter encontrado meios para salvar o jornal, em razão do seu valor histórico?

José Geraldo - A pergunta já induz à resposta. Era um veículo de relevância histórica de Campos e não poderia ser deixado de lado pelo governante daqui. ainda que de propriedade privada, o governo poderia ter continuado a usá-lo como seu veículo oficial, sem paternalismo e sem interferência política. Sabemos que os últimos governos sempre queriam utilizar aquele veículo de foram fraudulenta. Essa foi uma das causas de sua morte decretada. Contrariou os interesses, pau nele.  

AIC - A legislação já prevê uma série de parâmetros para os investimentos públicos em comunicação. Ainda assim, em muitos governos, não há a devida transparência na utilização destes recursos, uma vez que comunicação é um bem intangível. Como o senhor avalia os atuais volumes de recursos investidos em comunicação em Campos e como pretende dar transparência a esta área em seu eventual governo?

José Geraldo - Esses absurdos só acontecem em governos sem escrúpulos. Nosso governo vai atuar com absoluta transparência nesses casos e o recursos alocados serão apenas os necessários ao cumprimento de seu objeto.

AIC - Alguns estados (BA, CE e RS, por exemplo) e municípios (Pelotas, São Carlos e Niterói, por exemplo) implantaram ou estão em fase de implantação dos seus Conselhos Municipais de Comunicação. O senhor conhece as atribuições de um conselho desta natureza? É a favor de implantar um deles em Campos?

José Geraldo - Não conheço a estrutura e o propósito desses Conselhos. Se forem de interesse público e atuação lógica e fiscalizadora em face do interesse da população, e se seus membros não tiveram custos para a administração, atuarem como de foram cidadã, estudaremos a conveniência a oportunidade de sua constituição sim.

AIC - Apesar das muitas tecnologias disponíveis, ainda é perto da nula a participação cidadã na gestão do município de Campos por meio de canais interativos na internet. Quais são as suas propostas para resolver esta demanda?

José Geraldo - Ouço dizer que a prefeitura está desenvolvendo projetos de interatividade via internet. É ótima ferramenta e iremos dinamizá-la para servira à população. Iremos estudar quais mecanismos poderemos adotar para aumentar a interatividade da população com o governo municipal.

AIC - No debate sobre a democratização das comunicações, um dos aspectos é o que envolve o acesso dos cidadãos à internet banda larga de alta qualidade. Na sua avaliação, um município como Campos, a exemplo do que ocorre em outros municípios, tem condições de ofertar acesso gratuito e de qualidade à internet para os munícipes? Ou, na sua visão, esta não seria uma atribuição da Prefeitura?

José Geraldo - Investir recursos públicos municipais nessa prestação de serviços não é bem função do poder municipal. O governo federal está viabilizando tais acessos com recursos federais e em parcerias com a iniciativa privada. Este pode ser um modelo a ser pensado aqui.

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