quarta-feira, 24 de maio de 2017

Release: AIC divulga a programação da Semana da Imprensa 2017



A vigésima sétima edição da Semana da Imprensa, promovida pela Associação de Imprensa Campista (AIC), começa nesta sexta-feira, 26, e prossegue até o dia 2 de junho. A programação do tradicional evento, criado para marcar a passagem do Dia da Imprensa, em primeiro de junho (data de fundação do Correio Braziliense, o primeiro jornal do Brasil, de Hipólito José da Costa, editado em Londres entre 1808 e 1822) foi divulgada esta semana pelos organizadores.

No dia seguinte à tradicional "Pelada da Imprensa", na sexta-feira à noite, a programação segue com o projeto Cine Jornalismo AIC. Comentado pela jornalista Roberta Barcelos, o filme da vez será o longa "Obrigado por fumar" (EUA), dirigido por Jason Reitman. 

O evento traz também várias mesas de debate, tendo como foco a assessoria de imprensa. "A Semana da Imprensa é o mais tradicional evento da AIC, e neste ano, ele discute o segmento que mais emprega jornalistas no Brasil, que é o de assessoria de imprensa. Assessores com muita experiência nos setores privado, público e sindical participarão de debates sobre a realidade da atividade na região", destaca o jornalista Vitor Menezes, presidente da Associação.

Na segunda-feira, 29, os jornalistas Liliane Barreto (SupCom Prefeitura de Campos) e Júlio Tinoco (Hospital Ferreira Machado) vão compor a primeira mesa de debates, com  moderação de Vivianne Chagas. Eles vão falar sobre o tema "Realidade e desafios da Assessoria de Imprensa no Setor Público". Para os demais dias, foram convidados os jornalistas Rodrigo Florencio (Ímpar Comunicação), Adelfran Lacerda (Ascom Águas do Paraíba), Julia Maria (Ascom Sindicato dos Bancários), Vitor Menezes (DepCom Sindipetro-NF), Fernanda Lisboa (Inter TV) e Ruan Sousa (Record TV Campos).

A Semana será encerrada com o "Bate-papo de Botequim", reunindo profissionais da imprensa e público em geral no Bar Ao Gato Preto, tradicional ponto de encontro no Centro de Campos. As demais atividades acontecem no Auditório do Uniflu e na sede da AIC, na Rua Formosa. Vale lembrar que as mesas são abertas ao público, com acesso gratuito, sem necessidade de inscrição.


Programação

#Sexta, 26/05
Atividade: Pelada da Imprensa
Local: Sesc Campos
Horário: 20h

# Sábado, 27/05
Atividade: Cine Jornalismo AIC
Filme: Obrigado por fumar
Comentarista: Roberta Barcelos
Local: Sede da AIC
Horário: 16h

# Segunda-feira, 29/05
Mesa de debate 01
Realidade e desafios da Assessoria de Imprensa no Setor Público
Liliane Barreto (SupCom Prefeitura de Campos)
Julio Tinoco (Hospital Ferreira Machado)
Moderação: Viviane Chagas
Local: Auditório do Uniflu
Horário: 19h

# Terça-feira, 30/05
Mesa de debate 02
Realidade e desafios da Assessoria de Imprensa no Setor Privado
Rodrigo Florencio (Ímpar Comunicação)
Adelfran Lacerda (Ascom Águas do Paraíba)
Moderação: Verônica Mattos
Local: Auditório do Uniflu
Horário: 19h

# Quarta-feira, 31/05
Mesa de debate 03
Comunicação Sindical e Assessoria de Imprensa para Movimentos Sociais
Julia Maria (Ascom Sindicato dos Bancários)
Vitor Menezes (DepCom Sindipetro-NF)
Moderação: Aldir Sales
Local: Auditório do Uniflu
Horário: 19h

# Quinta-feira, 01/06
Mesa de debate 04
A assessoria segundo a imprensa - A visão das redações sobre o relacionamento com assessores
Fernanda Lisboa (Inter TV)
Ruan Sousa (Record TV Campos)
Moderação: Gustavo Araújo
Local: Hall do Prédio Histórico
Horário: 19h

# Sexta-feira, 02/06
Bate-papo de Botequim
Local: Bar Ao Gato Preto
Rua 21 de abril (ao lado dos Correios)

Horário: 18h


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Contatos:
Vitor Menezes, presidente da AIC - (22) 998356432
Wellington Cordeiro, diretor de cultura da AIC - (22) 999697840

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mercado Municipal de Campos na pauta de Fórum de Cultura


O Norte Fluminense sediou duas prévias do I Fórum Estadual de Segmentos Artísticos do Rio de Janeiro semana passada, um encontro em Macaé, o segundo em Campos dos Goytacazes, no IFF Campus Centro. Na oportunidade, setores da sociedade civil entregaram um Manifesto em Defesa do Mercado Municipal de Campos à direção do Inepac e ao próprio secretário de estado de Cultura, André Lazaroni, que se comprometeu a estreitar o diálogo com o governador sobre a importância de revisão do processo de tombamento.
Já tombado, mas pela municipalidade, como Patrimônio Histórico de Campos dos Goytacazes (Resolução 005/2013 do Coppam), o Mercado Municipal de Campos foi inaugurado em 1921, construído com uma estrutura arquitetônica mesclando metal e cimento com cobertura de telhas francesas, iluminado por claraboias, seguindo o modelo do mercado de Nice, na França.
O jornalista e presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes, utilizou a palavra na plenária do Fórum de Segmentos para abordar o assunto. Segundo ele, o mercado já tem tombamento municipal o que seria suficiente para o município não permitir a obra que agride o seu entorno, mas infelizmente não foi isso o que o governo anterior fez, inclusive por meio dos seus representantes no Coppam.
“O tombamento estadual reforçaria essa necessidade de preservação e daria ainda mais condições ao poder local de aprofundar o debate e o convencimento da própria população, feirantes e demais comerciantes sobre a necessidade de retirar aquela estrutura que o empareda e discutir outro projeto, que contemple tanto a valorização do prédio histórico quanto a manutenção da vitalidade popular do local”, ressalta Menezes.
Renato Siqueira, do Observatório Social, responsável pelo pedido de tombamento junto ao Inepac, disse em reunião com o Ministério Público, que apesar de alguma descaracterização há de se resguardar a sua ambiência de valor histórico, que para isso há necessidade de retirada das construções de seu entorno. Siqueira disse, ainda, que o Coppam aprovou as obras do Shopping Popular em reunião polêmica, além de ter violado o artigo 6º, da Lei 8.487/13 que proíbe obra que infrinja a ambientação de prédios históricos.
Sérgio Linhares, diretor de Pesquisas do Inepac, lembra que ele escreveu o ofício que deu início ao processo de tombamento do Mercado. “Recebemos muitas assinaturas da sociedade civil”, frisa. 
Para Bruno Costa, conselheiro estadual de Política Cultural, é preciso entendimento da importância da preservação da memória como mecanismo de fortalecimento da identidade local e projeção do futuro. “Dar visibilidade ao prédio histórico demonstra comprometimento com a própria cidade. Necessitamos urgente criar uma consciência de salvaguardar nossos patrimônios materiais e imateriais. Sociedades que já conseguiram vislumbrar isso criaram uma concepção positiva e propositiva, alimentando a cadeia simbólica, cultural e econômica”, ressalta o conselheiro.
O Manifesto, assinado por diversas instituições, relata a ausência de obras destinadas ao seu restauro e a execução de um projeto que desrespeita seu entorno a despeito de todos os alertas e esforços de diversas entidades culturais e históricas do município, quando nada disso seria necessário em razão de inúmeros projetos alternativos (todos apresentados nos últimos anos ao poder público municipal), os quais compatibilizam a preservação histórica com as necessidades de comerciantes e consumidores.
O documento informa também que atualmente em fase de auditoria pela Prefeitura de Campos, a obra do chamado "Camelódromo", erguido de forma criminosa de modo a empachar o prédio principal, é um atentado violento a um dos mais belos mercados do Brasil e um dos últimos remanescentes em seu estilo arquitetônico, prestes a completar seu centenário.
Cabe ressaltar que o prédio histórico já foi objeto de trabalho acadêmico no Mestrado de Políticas Sociais na Uenf. O pesquisador Carlos Freitas abordou “O Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes: A sedução persistente de uma instituição pública”. 
Segundo Wellington Cordeiro, conselheiro estadual e municipal de Cultura, o tombamento do Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes como patrimônio arquitetônico e histórico pelo Inepac haverá de ser a grande esperança de salvaguardar este patrimônio do município. Isso porque mesmo tombado em esfera municipal, essa proteção não se fez valer. “Para além da burocracia documental, é preciso que a comunidade entenda que precisa entrar em campo, defendendo nossa história, senão dificilmente os governantes assumirão o que é seu dever, preservar e não destruir nosso patrimônio”, finaliza.
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