sexta-feira, 25 de abril de 2014

AIC disponibiliza relatório sobre Arquivo Público

Por ter integrado o Grupo de Trabalho que viabilizou a volta do acervo do Monitor Campista para Campos, a Associação de Imprensa Campista teve acesso ao Relatório produzido por representantes dos Diários Associados, em visita para avaliar as condições dos locais disponíveis para receber o acervo. E por avaliar que o assunto é de interesse público, a AIC disponibiliza em seu blog o material, com o propósito de estimular o debate sobre os investimentos necessários na preservação de documentos históricos no município de Campos.

Para ler o Relatório na íntegra, clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/office/MJzwxkLEba/Relatrio_de_Viagemmar2014VF.html

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cine jornalismo na AIC neste sábado (26)




 A Associação de Imprensa Campista (AIC) promove neste sábado (26), a sessão de abril do Cine Jornalismo. O filme escolhido é “A árvore, o prefeito e a mediateca”, produzido na França, em 1992. A exibição começa às 16h, na sede da entidade, e termina com um bate-papo com o jornalista Ricardo André Vasconcelos. A entrada é franca.

Na trama, Julien Dechaumes (Pascal Greggory) é o prefeito socialista de uma pequena cidade francesa. Com a ajuda de seus contatos em Paris, ele conhece a quantia necessária para a construção de uma grande casa multimídia que, segundo ele, será a grande realização de sua administração.

Só que ele não contava com o que viria a acontecer após as eleições parlamentares: o Partido Socialista perde a maioria que obtinha. Como consequência, este e outros problemas inesperados atrapalham os planos do prefeito e sua intenção de construir uma mediateca.

O Cine Jornalismo acontece sempre na sede da AIC (Rua Tenente Coronel Cardoso, 460, ao lado da Oi/Telemar), de março a novembro, no último sábado do mês. Todas as sessões são válidas como horas acadêmicas no curso de Jornalismo do Uniflu. Em razão da Copa do Mundo, não haverá exibição no mês de junho.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Queremos Monitor no arquivo e nas bancas

Como costuma dizer um dos mais ilustres associados da AIC, o professor Fernando da Silveira, “a nossa alma está em festa”. A noite de ontem, cheia de emoção e simbolismo, colocou no patamar devido a importância que a cidade deve dar ao Monitor Campista.

Muito ainda precisa ser feito para que o município repare o dano causado pelos assassinos do jornal. Há até mesmo os que acreditam que este dano é irreparável. Mas a noite de ontem foi uma bela retomada, e vendo tanta gente reunida para saudar a conquista do retorno do acervo para Campos, não há como não acreditar que o objetivo maior de fazer voltar a circular o Monitor pode, sim, ser alcançado. Basta querer.

A Associação de Imprensa Campista é grata e parabeniza a todos os que estiveram envolvidos na volta do acervo, especialmente ao presidente da Câmara de Vereadores, Edson Batista, e ao diretor de Cultura do Legislativo, Wilson Hendenfelder, que deram aquela prioridade que faz as coisas realmente acontecerem (e não ficarem apenas nos discursos).

Batista tratou o assunto com rara sensibilidade entre políticos, formou o Grupo de Trabalho, do qual fizeram parte a AIC e o Coppam, e permitiu que a estrutura da Câmara operasse para que o retorno se concretizasse. O vereador se comportou como estadista, como representante institucional de fato, e não como líder de grupo político, algo que precisa ser mais comum em outras esferas do poder na cidade.

Hendenfelder atuou com dinamismo, venceu burocracias, convenceu os Diários Associados, serviu de elo entre todos os atores envolvidos, e foi o operador essencial para que o acervo voltasse. Sem ele, na prática, não teria acontecido, pois poderia ser tão lento a ponto de tornar-se inviável, como muitos dos temas da vida pública.

Antes disso, no entanto, passos importantes foram dados, como o do Coppam, presidido pelo professor e jornalista Orávio de Campos Soares, que aprovou por unanimidade o tombamento do acervo do jornal, reforçando o peso que o município dá a este patrimônio e a disposição oficial para que esta documentação histórica voltasse a ficar em solo campista.

E para coroar todo este esforço ainda temos a mostra Memorial do Monitor, que permanece no espaço cultural da Câmara de Vereadores até 30 de abril. Este trabalho, de curadoria do incansável Wellington Cordeiro, e que envolveu tanta gente querida do velho Monitor – como Patrícia Bueno, Leandro Cordeiro, Helvio Cordeiro, Elton Nunes, entre outros – e pesquisadores apaixonados como Wellington Paes e Sebastião Rangel, ajuda a dar visibilidade ao jornal e a sensibilizar a população sobre a sua importância.

Para a Associação de Imprensa Campista, no entanto, a batalha pelo Monitor continua a requerer mobilização e vigilância rigorosa. De forma alguma a questão está encerrada. Pelo contrário: agora estão maiores as responsabilidades do município. Precisamos estar atentos ao tratamento que será dado ao acervo na Câmara de Vereadores e em um eventual outro destino que ele venha a ter, possivelmente no Arquivo Público Municipal.

E mais: é necessário não esmorecer no trabalho de convencimento do mundo político e das representações da sociedade acerca de ideia de que é imprescindível que façamos o jornal voltar a circular. É uma reparação histórica que deve ser feita ainda por esta geração, além de ser extremamente factível. Recuso-me a acreditar que Campos, hoje, tem menos condições de manter o Monitor Campista do que as que contou nos 175 anos da sua circulação, até 2009. Não há nenhuma justificativa para que esta retomada não aconteça.

Temos insistido na ideia da criação da Fundação Monitor Campista, de caráter público, mas habilitada juridicamente a captar recursos privados, do mercado publicitário e de editais de fomento à cultura, para que ela passe a ser responsável pelo acervo e que também abrigue a nova redação do jornal. Está mais do que demonstrado que o Monitor não é apenas um jornal privado. Ele é resultado histórico do trabalho de dezenas de gerações e legitimamente incorporado ao patrimônio afetivo e cultural do município. O investimento público na sua manutenção em circulação é legítimo, necessário e urgente, assim como a participação do empresariado na viabilização de recursos privados.

Consideramos como uma manifestação de preocupação e de reconhecimento a proposta aventada pelo poder público, externada pelo presidente da Câmara na noite de ontem, de passar a dar ao Diário Oficial do Município o nome Monitor Campista. Mas acreditamos que esta hipótese é algo aquém do que é preciso no caso do jornal, que é o seu retorno, retomando a numeração “descontinuada” em 15 de novembro de 2009, para que o município possa manter o seu orgulho de contar com o terceiro jornal mais antigo do Brasil, e com a contribuição jornalística que mais uma voz permite no cenário local.

A história do Monitor não é apenas um acervo. A história do Monitor é também esta que podemos continuar a escrever agora.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Acervo do Monitor, Campista, enfim, de volta a Campos

Diretor da AIC e curador da Exposição, Wellington Cordeiro,
com o presidente do Legislativo, vereador Edson Batista,
na chegada do acervo à Câmara Municipal
- Foto: Assessoria da Câmara.


Da Assessoria da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes

O acervo do Monitor Campista esta de volta à sua casa. O material histórico e cultural do extinto jornal será recebido na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (16) com uma solenidade às 17h que marcará a abertura da exposição “Memorial do Monitor Campista”. A mostra ficará aberta até o dia 30 deste mês, das 8h às 18h.

O material do jornal fundado em 1834 e fechado em 2009, conta com 173 volumes, sendo que cada um representa um ano de jornal. A princípio o acervo ficará no Palácio Nilo Peçanha, que oferece as condições adequadas para sua preservação. Futuramente será cedido ao Arquivo Público Municipal.

“Esta conquista é da sociedade campista. A comunidade é quem mais ganha com essa fonte de pesquisa tão rica retornando para nós. Vamos trabalhar agora para que todo o material seja digitalizado e esteja disponível na internet”, disse o presidente da casa, Edson Batista.

Edson Batista lembrou que o Monitor escreveu uma página de tamanha relevância na história de Campos e do próprio país. “O Monitor foi fundado logo depois da declaração da Independência, passou vários ciclos históricos como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a República Velha, o Estado Novo, a primeira e segunda Guerra Mundial, quando morreram dezenas de milhões de pessoas. Todos esses acontecimentos estão em suas páginas, um rico tesouro que agora recuperamos para o povo de Campos”, afirmou o presidente do Legislativo.

O diretor do Departamento de Multimídia e Cultura da Câmara, Wilson Heidenfelder, lembrou a participação da sociedade organizada no processo de recuperação do acervo. “Além de contar com trabalho do Ministério Público, do Executivo e do Legislativo, foi criado um grupo de trabalho pela Câmara com essa finalidade, formado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) e Associação de Imprensa Campista (AIC)”.

Para o presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes, o arquivo não deveria ter saído do município. “A AIC foi parceira da Câmara nesta empreitada. Nós lutamos pelo não fechamento do jornal e, em seguida, pelo seu retorno desde 2009. Parabenizamos a iniciativa da Câmara em trazer de volta esse acervo que, na verdade, não deveria ter saído de nossa cidade”.

Vitor afirmou também que este foi o primeiro passo para uma conquista ainda maior. “Para nós este foi um primeiro passo para a população entender a importância deste material e do jornal para nosso município. Para a AIC a luta não termina aqui, nosso foco é ver o jornal circulando novamente”, concluiu o presidente da Associação.

Ex-presidente da AIC, o professor  Orávio de Campos, presidente do Coppam, lembrou a iniciativa do órgão que dirige em transformar o arquivo em patrimônio municipal. “A votação para o tombamento foi unânime. É nossa obrigação preservar a história da cidade”, disse. Já Wellington, lembrou a luta da AIC desde o fechamento do jornal. “Desde então nós estamos alertando a todos sobre essa perda histórica para nosso município. A iniciativa da Câmara, em conjunto com outras instituições, veio para corrigir este erro”, explicou.

A prefeita Rosinha Garotinho, que ressaltou o empenho da prefeitura contra o fechamento do título ocorrido em 2009. “Fizemos o possível para que Campos não perdesse esse diário histórico. Também tenho interesse em resgatar o nome Monitor Campista”, afirmou a prefeita.

O Monitor Campista pertencia ao grupo Diários Associados, que optou por encerrar as atividades do jornal. A prefeita lembrou que antes de tomar posse como prefeita em janeiro de 2009 já não mais podia utilizar o Monitor como Diário Oficial em decorrência de ação proposta pelo Ministério Público, originada por ação judicial impetrada por um grupo de comunicação local.

“Pelo reconhecido valor histórico, eu determinei ao secretário de Comunicação de meu governo, para que se empenhasse — dentro das limitações legais existentes, tendo em vista se tratar de empresa da iniciativa privada — a apoiar os jornalistas para que o Monitor não encerrasse suas atividades”, declarou a prefeita tão logo foi deflagrado o movimento pelo retorno do acervo a Campos.
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