quarta-feira, 16 de abril de 2014

Acervo do Monitor, Campista, enfim, de volta a Campos

Diretor da AIC e curador da Exposição, Wellington Cordeiro,
com o presidente do Legislativo, vereador Edson Batista,
na chegada do acervo à Câmara Municipal
- Foto: Assessoria da Câmara.


Da Assessoria da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes

O acervo do Monitor Campista esta de volta à sua casa. O material histórico e cultural do extinto jornal será recebido na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (16) com uma solenidade às 17h que marcará a abertura da exposição “Memorial do Monitor Campista”. A mostra ficará aberta até o dia 30 deste mês, das 8h às 18h.

O material do jornal fundado em 1834 e fechado em 2009, conta com 173 volumes, sendo que cada um representa um ano de jornal. A princípio o acervo ficará no Palácio Nilo Peçanha, que oferece as condições adequadas para sua preservação. Futuramente será cedido ao Arquivo Público Municipal.

“Esta conquista é da sociedade campista. A comunidade é quem mais ganha com essa fonte de pesquisa tão rica retornando para nós. Vamos trabalhar agora para que todo o material seja digitalizado e esteja disponível na internet”, disse o presidente da casa, Edson Batista.

Edson Batista lembrou que o Monitor escreveu uma página de tamanha relevância na história de Campos e do próprio país. “O Monitor foi fundado logo depois da declaração da Independência, passou vários ciclos históricos como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, a República Velha, o Estado Novo, a primeira e segunda Guerra Mundial, quando morreram dezenas de milhões de pessoas. Todos esses acontecimentos estão em suas páginas, um rico tesouro que agora recuperamos para o povo de Campos”, afirmou o presidente do Legislativo.

O diretor do Departamento de Multimídia e Cultura da Câmara, Wilson Heidenfelder, lembrou a participação da sociedade organizada no processo de recuperação do acervo. “Além de contar com trabalho do Ministério Público, do Executivo e do Legislativo, foi criado um grupo de trabalho pela Câmara com essa finalidade, formado pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) e Associação de Imprensa Campista (AIC)”.

Para o presidente da Associação de Imprensa Campista (AIC), Vitor Menezes, o arquivo não deveria ter saído do município. “A AIC foi parceira da Câmara nesta empreitada. Nós lutamos pelo não fechamento do jornal e, em seguida, pelo seu retorno desde 2009. Parabenizamos a iniciativa da Câmara em trazer de volta esse acervo que, na verdade, não deveria ter saído de nossa cidade”.

Vitor afirmou também que este foi o primeiro passo para uma conquista ainda maior. “Para nós este foi um primeiro passo para a população entender a importância deste material e do jornal para nosso município. Para a AIC a luta não termina aqui, nosso foco é ver o jornal circulando novamente”, concluiu o presidente da Associação.

Ex-presidente da AIC, o professor  Orávio de Campos, presidente do Coppam, lembrou a iniciativa do órgão que dirige em transformar o arquivo em patrimônio municipal. “A votação para o tombamento foi unânime. É nossa obrigação preservar a história da cidade”, disse. Já Wellington, lembrou a luta da AIC desde o fechamento do jornal. “Desde então nós estamos alertando a todos sobre essa perda histórica para nosso município. A iniciativa da Câmara, em conjunto com outras instituições, veio para corrigir este erro”, explicou.

A prefeita Rosinha Garotinho, que ressaltou o empenho da prefeitura contra o fechamento do título ocorrido em 2009. “Fizemos o possível para que Campos não perdesse esse diário histórico. Também tenho interesse em resgatar o nome Monitor Campista”, afirmou a prefeita.

O Monitor Campista pertencia ao grupo Diários Associados, que optou por encerrar as atividades do jornal. A prefeita lembrou que antes de tomar posse como prefeita em janeiro de 2009 já não mais podia utilizar o Monitor como Diário Oficial em decorrência de ação proposta pelo Ministério Público, originada por ação judicial impetrada por um grupo de comunicação local.

“Pelo reconhecido valor histórico, eu determinei ao secretário de Comunicação de meu governo, para que se empenhasse — dentro das limitações legais existentes, tendo em vista se tratar de empresa da iniciativa privada — a apoiar os jornalistas para que o Monitor não encerrasse suas atividades”, declarou a prefeita tão logo foi deflagrado o movimento pelo retorno do acervo a Campos.

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