segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Pelada dos Sonhos

Fotos: Divulgação/AIC
O que mais se viu foi camisa do Americano

Um gol numa pelada tem o sabor de um beijo. Um beijo daqueles inesquecíveis dados na juventude numa garota que sempre se quis “agarrar”, como se dizia na época – depois passou a ser “ficar”, agora é “pegar”. Um gol numa pelada não é nem tanto uma transa. É só um beijo mesmo. Mas um beijo na boca, de língua, de intimidade. Um gol numa pelada é tão marcante como um beijo. Ninguém passa despercebido numa pelada se fizer um golzinho sequer que seja. Foi o meu caso.


Valeu jogar até descalço

Cheguei e o primeiro que vi foi o goleiro Tinho. Com uma camisa azul do Vasco do uruguaio Martín Silva. Também já estavam lá o Nickolas, com a camisa do Americano, Sammer e o Balotelli, estes dois últimos chamados pelo Cléber, que não pôde ir. Logo depois vi o Chiquinho ainda lá fora. Aos poucos foram chegando outros convidados. Leudo e seu filho Leno. Rodrigo, Tijolo, Cássio. Vim com Check, que iniciou a resenha pré-pelada. É, porque, além da resenha pós-pelada, tem a resenha pré-pelada.


Encontro terminou 10 a 8 para o meu time

E com Check não é bom dar corda. Ele não para de falar um minuto. A discussão ficou em torno do pênalti que resultou no gol de empate do Americano contra o Goytacaz na véspera da pelada em jogo pela Série B do Carioca, um dos clássicos de maior rivalidade do Brasil. A resenha foi tão demorada que atrasou a pelada. Eu fui bater bola com Tinho e os outros foram entrando em campo aos poucos. Os veteranos Check e Chiquinho foram os últimos a entrar em campo.


Banners da AIC assistiram ao jogo de local privilegiado

Quando a partida ia começar veio chegando o Bruno, com a sua já tradicional camisa do Botafogo. Completou um dos times. Ficaram cinco na linha e um no gol para cada lado. Depois até mesmo o Vitor, que não é muito afeito a futebol, entrou na brincadeira. Ainda chegaram o Bastos, o Rafael e o André. Aí ficaram sete na linha e um no gol para cada lado. Check e Bastos travaram um duelo à parte para ver quem faria mais gols. Check fez seis e Bastos três.


10 vs 10: Balé da Bola

Mas nenhum gol será tão lembrado como o gol que eu fiz, modéstia à parte. Que o diga o goleiro Cássio, que ao longo da peleja me provocava: “Não precisa marcar Wesley, o campo marca ele”. Realmente eu estou bem acima do peso. Mas eis que recebo uma bola na esquerda, driblo o marcador e, destro, chuto de direita, meio de bico a la Romário. “Golaço” (!), decreta Check. "Comemoração contida", comenta Tinho. Cássio diria no churrasco na sede da Associação de Imprensa Campista (AIC), que promoveu o evento na Arena Soccer 12 neste domingo (31): “Não admito tomar gol de Wesley”.

Wesley Machado
Jornalista

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